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mencionando que: reformas em processo.

thirty-one-minutes:

     O vampiro coçou momentaneamente a nuca, olhou para o chão e não encontrou nada muito incomum pelo piso; e mesmo que fosse em poucos segundos, até imaginou algum tipo de passagem secreta por ali, seria um máximo caso fosse a realidade. Observou a procura do outro, um pouco hesitante para falar a verdade, porém quando o piso fora levantado um sorriso divertido se formou em seus lábios. Riu pelo acontecimento, tão ansioso quanto o outro. E não esperou muito tempo para ocupar um dos espaços ao lado do rapaz, e além do seu peso, acabou se esquecendo o da mochila também; e quando sentou sem cuidado algum, um barulho diferente ouviu-se vindo dos estrados da cama, porém não deu a mínima atenção ao ocorrido.

PfffEu, tirar sarro?” – Retrucou, de maneira retórica, além de soar em um tom bastante irônico. De fato, não faria tal brincadeira, em certos momentos sabia as maneiras que deveria seguir; não prometeria nada, mas por enquanto estava se comportando. Acabou rindo minimamente, não pela foto mostrada em si, mas pela circunstância em que se encontravam, estava feliz por fazer parte daquilo tudo, mesmo que, chegando bem atrasado na história. O loiro prestou atenção nos outros humanos da foto, pareciam uma família feliz, e até normal, com exceção do garotinho que mais se diferenciava dos outros. – “Que família bonita… Sinceramente, não esperava mesmo que se parecesse com eles.” – Uma das mãos pousou sobre o joelho do namorado, apertando-o levemente. – “Quer dizer, você também era fofo como seus irmãos, mas de um jeito diferente né… Ah, você entendeu. – Tentou se explicar logo em seguida, desistindo de melhorar suas palavras. – “Se eu te conhecesse nessa época, provavelmente roubaria esse ursinho aí. – Disse risonho, soltando o outro e pegando para si a foto. Aproximou-a do rosto, semicerrando o olho para um melhor foco nesta; Shin até percebeu a franja cortada um pouco torta, mas guardaria o comentário para si. Devolveu a fotografia para o namorado, claramente omitindo sua inútil observação.

Riu por um segundo dando um tapinha no ombro do namorado. Claro que ele não se encaixava no termo de família bonita, quer dizer, nem ao menos se parecia com seu pai e isso de longe o ofendia. “Meu pai tinha o hábito de repreender por me vestir assim sabe… Dizia que eu me parecia com um coveiro.” Lembrou-se vagamente enquanto olhava para a foto, ao menos, Lars nunca o obrigou a vestir-se como ele queria. A ideia de conhecer Shin naquela época não parecia tão boa assim, quer dizer, Kei já era imaturo, imagine só, eles se odiariam intensamente e só de pensar nisso ele chegava a rir de uma forma incessante. “Sabe, eu acho que tenho esse urso ainda, se quiser.” Deu de ombros. Ele sempre foi de guardar coisas, era possível ver naquelas balas velhas. 

Devolveu a foto para trás da ordem das três mostrando a segundo entre elas. Naquela foto o pequeno Kei estava por realizar um ato que era bastante frequente na infância. O garotinho estava adormecido no colo de Anya, a mulher loira, jovem e bem bonita. Sorriu para a fotografia. “Aqui, essa é a Anya.” Indicou para o vampiro como se quisesse muito contar aquilo. “Ela era minha professora, mas eu passava tanto tempo na escola…” Parecia vago em relação aquilo. Deixou que o rapaz segurasse a segunda fotografia para olhar a última, entre elas, a mais importante, mesmo que o rapaz não conseguisse definir exatamente o porque, talvez, o olhar nos olhos dela, algo que dissesse que sua mãe o amava muito. Ele não sabia o seu nome, seu paradeiro, nem se estava viva, mas ela era tão parecida consigo e uma das poucas coisas que tinha dela era aquela fotografia na maternidade em que ela o segurava nos braços ainda recém nascido. 


     BITE  —  Troye Sivan

xspaghetti:

“Sim! Eu, o Grande Papyrus, estou vendo várias pessoas distribuindo! O que é isso? Halloween adiantado?!”

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Como assim Halloween? Como eu to perdendo doce de graça? Isso é um absurdo, eu nunca perco o halloween!

xspaghetti:

“Wowie, que coisa é essa de distribuir doce?!”

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Doce… Você disse?

 KEI  MATHIA ─ ( aesthetics )

thirty-one-minutes:

      Acabou rindo ao descobrir o propósito de todos aqueles papéis nas paredes, para uma criança, Kei era bem esperto, além de parecer bastante teimoso. E sem o namorado perceber, o vampiro recolheu um dos desenhos que permanecia no chão, consistia em um pequeno garotinho de mãos dadas com uma moça de cabelos claros, feito em giz de cera; Shin dobrou as pressas e escondeu em um dos bolsos semi-abertos da lateral da mochila que carregava. Seu intuito? Não saberia dizer ao certo, apenas gostou mais daquele em específico, talvez por ser menos melancólico que os outros, o sorriso era visível em ambos os personagens.

As dúvidas iam e vinham, e os esclarecimentos também; felizmente, não demoravam tanto ao ponto de deixar o loiro incomodado. A história vivida naquela casa, naquele quarto, deveriam ser tantas que se começasse a fazer suas diversas perguntas, poderia ser desagradável, preferia pensar que as respostas viriam com seu tempo certo. Os olhos desviaram-se para o guarda-roupa, e as peças que passou a memorizar eram realmente parecidas com a de hoje em dia; o estilo do rapaz realmente não havia mudado nenhum pouco no geral. Como dito anteriormente, era exatamente como uma caça aos tesouros, as palavras que Kei proferira pareciam soar novamente em sua cabeça. – “Claro…” – Passou a se aproximar da cama, indo para o outro lado, e utilizando pouco esforço, movimentou-a para a frente, junto ao outro. Quando este achou que já o era o suficiente, cessou no mesmo momento, ansioso para o que descobriria a partir dali.

Agradeceu brevemente ao ter ajuda alheia. Moveu a cama sem muito esforço levando em conta a força empunhada pelo outro, em seguida, com anseio foi atrás do que esquecera naquela casa por tanto tempo. Algo que o pequeno Kei escondera quando muito jovem com medo de que o pai recolhesse o pequeno tesouro pessoal que tinha para si. Agachado diante do piso removeu o excesso de poeira com o auxílio das mãos para poder examinar qual dos pisos estavam realmente soltos, não demorou em faze-ló e se quer se importou em puxa-lo com auxilio das unhas excessivamente compridas, felizmente, nenhuma se quebrou. Quando afastado o dinamarquês teve a visão da pequena caixa, uma lata de biscoitos, para ser exato. “Encontrei!” Comemorou entusiasmado e quase veio a cair para trás se não tivesse apoiado uma das mãos no chão. 

Sentou-se na cama velha e surpreendeu minimamente ao que esta não falecera com o peso, mesmo que não tivesse muito. Bateu a mão ao seu lado e chamou pelo namorado. “Vem.” Sorriu. Parecia imensamente contente com a descoberta e realmente queria compartilha-la com Shin, mesmo que fosse extremamente pessoal, ele era alguém importante. Abriu a lata que estava cheia de coisas. Brinquedos sem valor algum, doces fora de validade, folhas de caderno rascunhadas, com textos e desenhos e claro, o que Kei mais procurara. Fotos. Não eram muitos, na verdade, apenas três. “Espero que não tire sarro..” Resmungou baixinho ao olhar para si mesmo nas fotografias. Ele sempre fora pequeno e muito esguio. “Olha, esse é o meu pai…” Apoiou-se no outro para mostrar a ele o homem no papel. “Minha madrasta, meus irmãos….” Kei realmente tinha vários irmãos. “E este sou eu.”  Kei era o menor recolhido num cantinho da fotografia segurando um urso de pelúcia marrom bem escuro. Tinha uma expressão emburrada no rosto e um pirulito na mão esquerda. 

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HW